Vanguarda em Cena: Artistas Recriam o Impossível na Bienal de SP
Coletivo internacional transforma resíduos eletrônicos em esculturas interativas que questionam o futuro da arte
Arte Sustentável e Tecnológica
A 36ª Bienal de São Paulo inaugurou com uma proposta ousada: artistas de cinco continentes apresentam obras criadas exclusivamente a partir de lixo eletrônico. A exposição, intitulada ‘Revolução Silenciosa’, ocupa três pavilhões do Parque Ibirapuera e promete redefinir os limites entre sustentabilidade e criatividade.
Entre os destaques está a instalação ‘Cérebro Digital’, do brasileiro Rafael Lozano-Hemmer, que utiliza placas-mãe recicladas para formar um mapa neural interativo. Já a japonesa Yayoi Kusama apresenta ‘Infinito Reciclado’, uma sala espelhada com componentes de smartphones que cria a ilusão de um universo em expansão.
A curadora Adriana Pedrosa explica que a proposta é refletir sobre o consumo desenfreado e o descarte tecnológico. ‘Cada peça carrega uma história de obsolescência e renascimento’, afirma. A Bienal acontece até dezembro e conta com programação de debates e oficinas abertas ao público.



