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Suposto Caso de Juíza com Assessor Agita Fóruns e Vaza Áudios Íntimos

Conversas revelam encontros secretos e favores processuais; corregedoria investiga veracidade das gravações. Envolvidos negam irregularidades.

Nevura
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Áudios vazados revelam suposto affair entre juíza e assessor

Uma série de áudios atribuídos à juíza federal Ana Paula Mantovani e ao seu assessor direto, Lucas Fernandes, vazou em grupos de WhatsApp de advogados e servidores do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). Nas gravações, as vozes supostamente dos envolvidos discutem encontros fora do expediente e trocam elogios íntimos, além de mencionarem a possibilidade de acelerar a tramitação de processos em troca de favores pessoais.

Em um dos áudios, uma voz feminina que seria da magistrada diz: “Você é o melhor que me aconteceu, mas precisamos ter cuidado. O pessoal do fórum já está comentando.” Já o homem que seria o assessor responde: “Deixa eles falarem. O que importa é a gente. E sobre aquele processo do João, já dei um jeito.”

O vazamento gerou grande repercussão nos corredores do judiciário. A Corregedoria Regional da Justiça Federal abriu procedimento administrativo para apurar a autenticidade dos áudios e as possíveis infrações disciplinares. A juíza e o assessor, por meio de notas oficiais separadas, negaram veementemente o envolvimento amoroso e qualquer interferência em processos. A defesa da juíza classificou as gravações como “deepfake grosseiro” e prometeu representação criminal contra os responsáveis pelo vazamento.

Especialistas em direito digital ouvidos pela reportagem alertam que, mesmo que os áudios sejam falsos, o episódio já causa danos à imagem do judiciário. “Independentemente da veracidade, a simples circulação de áudios com esse teor compromete a confiança na imparcialidade dos magistrados”, afirma o advogado Carlos Alberto Mendes, especialista em direito processual.

O caso também reacendeu o debate sobre o uso de aplicativos de mensagens por autoridades. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já havia recomendado que magistrados evitem usar WhatsApp para tratar de assuntos funcionais, mas a adesão é baixa. Até o fechamento desta edição, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) emitiu nota de repúdio ao vazamento e cobrou investigação célere.

A assessoria de imprensa do TRF-3 informou que a Corregedoria dará prioridade máxima ao caso e que, se confirmada a autenticidade, as medidas cabíveis serão tomadas, incluindo a abertura de processo administrativo disciplinar. O caso promete render novos capítulos nos próximos dias.

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