Revolução Silenciosa: Artistas Recriam o Sertão com Tecnologia Ancestral
Exposição no Museu do Amanhã mistura projeções 3D e grafismo indígena para retratar a resiliência do semiárido
Artistas Brasileiros Unem Saberes Tradicionais e Inovação Digital
Uma nova exposição no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, está redefinindo a forma como o sertão brasileiro é representado. Intitulada ‘Sertão Líquido: Fluxos de Resistência’, a mostra reúne dez artistas contemporâneos que combinam tecnologia de ponta com conhecimentos ancestrais de comunidades indígenas e quilombolas.
Até janeiro de 2027, os visitantes poderão imergir em instalações interativas que usam sensores de movimento para ativar projeções de mapas secos do Nordeste, que se transformam em rios virtuais ao toque. O destaque é a obra ‘Corpo-Mundo’, da artista Jaqueline Gomes, uma cabaça gigante feita de fibra óptica que pulsa ao ritmo dos batimentos cardíacos do público, conectando corpo e território.
O curador João Paulo Lima, especialista em arte e tecnologia, explica que a ideia é ‘mostrar que o sertão não é apenas um lugar de seca, mas de inovação e beleza’. A exposição conta com o apoio do Ministério da Cultura e da Petrobras, e já atraiu mais de 50 mil visitantes na primeira semana.
Entre os artistas participantes estão nomes como Ailton Krenak, líder indígena e filósofo, e a fotógrafa Lívia Aquino, que registra a dança do sol no sertão com câmeras termais. A mostra também oferece oficinas de realidade virtual para jovens de comunidades rurais, com o objetivo de democratizar o acesso à tecnologia.



