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Museus Galácticos: Artistas Criam Obras com Luz de Supernovas

Coletivo 'Nebulosa' captura espectros de explosões estelares em telas biodegradáveis, inaugurando arte pós-terrestre.

Nevura
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Artistas transformam dados astronômicos em arte sustentável

O coletivo artístico ‘Nebulosa’, liderado pela brasileira Ana Clara Luz e pelo japonês Haruki Tanaka, anunciou nesta quarta-feira a conclusão da série ‘Espectros Cósmicos’. As obras foram criadas a partir de dados espectrográficos de supernovas observadas pelo telescópio James Webb, traduzidos em pinturas com tintas biodegradáveis à base de algas e minerais lunares sintéticos.

As telas, que medem até 3 metros de largura, foram expostas no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio e já despertam interesse de galerias na Europa. ‘É uma forma de conectar o efêmero das estrelas à efemeridade da vida na Terra’, explicou Ana Clara Luz. A técnica utiliza impressoras 3D modificadas para depositar camadas de pigmento que reagem à umidade do ar, criando padrões mutáveis ao longo do dia.

Haruki Tanaka, conhecido por suas instalações imersivas com realidade aumentada, desenvolveu um aplicativo que permite aos visitantes ‘ouvir’ as frequências luminosas das pinturas. ‘A luz de uma supernova viaja milhões de anos até nós; agora, ela também pode ser sentida pelo tato e pela audição’, disse.

A série ‘Espectros Cósmicos’ ficará em cartaz até setembro de 2026, com entrada gratuita. O coletivo planeja levar a exposição para São Paulo e Paris em 2027, em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA).

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