Diva global transforma moda em manifesto e para o Met Gala
A cantora e atriz Beyoncé surpreendeu ao usar o maior evento fashion do ano para palco de um protesto silencioso
Beyoncé usa Met Gala para protesto silencioso sobre diversidade na moda
A noite do Met Gala de 2026 ficará marcada não apenas pelos looks extravagantes, mas também por uma declaração política poderosa. A cantora e atriz Beyoncé, conhecida por sua discrição em eventos sociais, surpreendeu a todos ao subir os degraus do Metropolitan Museum of Art vestindo um longo preto com uma capa transparente bordada com nomes de estilistas negros e latinos que foram historicamente excluídos do evento.
A peça, assinada pelo designer nigeriano-britânico Duro Olowu, trazia mais de 50 nomes bordados à mão, incluindo Patrick Kelly, Stephen Burrows e a brasileira Zuzu Angel. Acompanhada do marido Jay-Z, Beyoncé posou por apenas dois minutos antes de entrar no museu, mas o suficiente para que fotógrafos captassem cada detalhe da mensagem.
Em sua conta no Instagram, a artista postou uma foto da capa com a legenda: ‘A moda sempre foi uma ferramenta de resistência. Hoje, honro aqueles que abriram caminho e aqueles que ainda estão lutando por espaço.’ A publicação recebeu mais de 10 milhões de curtidas em menos de uma hora.
A ação de Beyoncé ocorre em um momento em que o Met Gala enfrenta críticas por falta de diversidade entre seus curadores e convidados. Nos últimos anos, a organização do evento, liderada por Anna Wintour, tem se esforçado para incluir mais criadores de diferentes origens, mas muitos ainda consideram insuficiente.
Especialistas em moda elogiaram a iniciativa. ‘Beyoncé usou seu poder de fogo cultural para chamar atenção para uma questão importante sem fazer um discurso. Isso é genial’, disse a historiadora de moda Valerie Steele. O nome de Beyoncé já é cogitado como um dos mais memoráveis da história do Met Gala.



