Artistas plásticos reinventam o mercado digital com NFTs ecológicos
Nova geração de criadores brasileiros adota blockchain sustentável para vender obras e driblar altas taxas de galerias tradicionais
Artistas brasileiros apostam em NFTs de baixo impacto ambiental
Uma nova onda de artistas plásticos no Brasil está transformando o mercado de arte ao adotar NFTs (tokens não fungíveis) cunhados em blockchains de baixo consumo energético, como Tezos e Solana. Diferente do Ethereum, que usa proof-of-work, essas redes consomem até 99% menos energia. A iniciativa visa democratizar o acesso ao mercado digital e reduzir a pegada de carbono da arte tokenizada.
Exposição virtual reúne 50 obras de 20 artistas
No último sábado, foi inaugurada a exposição virtual ‘Arte Verde’, com 50 obras de 20 artistas selecionados. A curadoria é de Ana Clara Martins, crítica de arte e fundadora do coletivo ‘NFTs do Brasil’. As peças variam de pinturas digitais a esculturas 3D, com preços entre 0,1 e 5 ETH (equivalente a R$ 800 a R$ 40 mil). Parte da renda será doada para projetos de reflorestamento na Amazônia.
Galerias tradicionais reagem com desconfiança
Enquanto artistas como Carlos Mendes e Luísa Torres comemoram as vendas diretas ao público, galerias como a ‘Casa de Artes’ de São Paulo veem a descentralização como uma ameaça. ‘O mercado de arte sempre foi baseado em curadoria e exclusividade. Os NFTs podem desvalorizar o trabalho’, argumenta Pedro Alves, dono da galeria. No entanto, dados da Art Market Report mostram que as vendas de NFTs cresceram 300% no primeiro trimestre de 2026.
Tecnologia e sustentabilidade caminham juntas
Para mitigar críticas ambientais, os artistas estão compensando as emissões de carbono comprando créditos de carbono certificados pela ONU. A plataforma ‘EcoArt’ permite que compradores vejam o impacto ambiental de cada transação. ‘Queremos mostrar que arte digital pode ser sustentável’, diz a artista Sofia Ribeiro, cuja obra ‘Amazônia Viva’ foi vendida por 2 ETH.



