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Artistas Brasileiros Usam Realidade Aumentada para Transformar Ruas em Galerias Virtuais

Projeto inédito une arte urbana e tecnologia, permitindo que murais ganhem vida através de aplicativos de celular.

Nevura
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Arte e Tecnologia se Encontram nas Ruas

Um novo movimento artístico está tomando conta das cidades brasileiras. Artistas plásticos e digitais estão unindo forças para criar intervenções urbanas que transcendem o tradicional. Utilizando realidade aumentada (RA), murais e grafites ganham camadas interativas, acessíveis por meio de aplicativos de smartphone. A iniciativa, batizada de ‘Galeria Invisível’, já conta com obras em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

A proposta é democrática e inclusiva: qualquer pessoa com um celular pode apontar a câmera para um mural e ver animações, ouvir áudios dos artistas ou até mesmo interagir com personagens virtuais. A tecnologia por trás disso é o framework ARCore, do Google, combinado com criatividade dos artistas.

Entre os nomes envolvidos, destaca-se o artista visual Eduardo Kobra, conhecido por seus grandes murais coloridos. Ele cedeu uma de suas obras na Avenida Paulista para ser a primeira a receber a camada de RA. ‘É uma forma de fazer a arte dialogar com o presente sem perder sua essência’, afirmou Kobra em entrevista.

Outra participante é a artista digital Gisele Mota, que desenvolveu uma instalação interativa no Largo da Batata, em São Paulo. ‘A RA permite que a arte seja revisitada e reinterpretada constantemente’, explica Mota.

O projeto tem o apoio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e do Instituto Moreira Salles. A expectativa é que até o final do ano mais 30 obras sejam integradas à plataforma.

Para acessar, basta baixar o aplicativo ‘Arte Viva’ (disponível para Android e iOS) e apontar a câmera para os murais identificados com um selo especial. A experiência é gratuita e pode ser feita individualmente ou em tours guiados organizados por coletivos locais.

Especialistas apontam que essa fusão entre arte e tecnologia pode revolucionar a forma como consumimos arte pública. ‘A rua se torna um museu a céu aberto, mas com a vantagem de ser dinâmico e personalizado’, opina a curadora Ana Beatriz Almeida, da Bienal de Arte de São Paulo.

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