Artistas Brasileiros Abraçam a Inteligência Artificial em Obras Inéditas
Inovação e controvérsia marcam exposição coletiva no Centro Cultural de São Paulo
Artistas Brasileiros Abraçam a Inteligência Artificial em Obras Inéditas
Uma nova exposição no Centro Cultural de São Paulo está chamando a atenção ao unir arte e tecnologia. Intitulada “Códigos e Emoções”, a mostra reúne obras de 15 artistas brasileiros que utilizaram inteligência artificial (IA) como ferramenta criativa. Entre os nomes confirmados estão Vik Muniz, Adriana Varejão e o coletivo Goma, que apresentam desde pinturas geradas por algoritmos até instalações interativas que respondem ao movimento do público.
A curadoria, assinada por Paulo Herkenhoff, destaca que a IA não substitui o artista, mas amplia as possibilidades de expressão. “Estamos testemunhando o nascimento de uma nova linguagem estética”, afirma Herkenhoff. No entanto, a exposição também gerou polêmica: um grupo de artistas tradicionais protestou na abertura, alegando que a tecnologia desvaloriza o trabalho manual.
Uma das obras mais comentadas é a série “Retratos Sintéticos” de Vik Muniz, que usa IA para recriar rostos humanos a partir de descrições textuais. Já Adriana Varejão apresenta “Pixel Colonial”, uma releitura digital de suas famosas pinturas de azulejos portugueses. O coletivo Goma, conhecido por intervenções urbanas, criou “Máquina de Devaneios”, que gera poemas visuais em tempo real baseados nas emoções dos visitantes captadas por sensores.
A exposição fica em cartaz até 30 de setembro e tem entrada gratuita. Além das obras, o público poderá participar de workshops sobre arte e IA, ministrados por especialistas como a artista e pesquisadora Martha Gabriel. A programação inclui debates sobre ética, criatividade e o futuro da arte na era digital.



